Por Mari Vieira
Nasceu não se sabe onde, nem quando, ele mesmo não se lembra. Até hoje ninguém reclamou sua ausência. Parece bem nascido, um modo elegante de vestir e de falar. Escreve bons textos para o jornal local e é assim que ganha a vida desde que chegou.
Observei-o enquanto descia solitário as escadarias da praça e um dia falei com ele. Não tem história, só amnésia.
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Amnesia
By Mari Vieira
He was born no one knows where or when, he does not even remember. Until today nobody complained his absence. He seems well-born, an elegant way of dressing and talking. He writes good texts for the local newspaper and that is how he live since arrived.
I watched him as he walked down the stairs of the square, lonely, and a day I spoke with him. Has no history. Just amnesia.
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