Por Mari Vieira
Tuca
(O pé de dinheiro)
Tuca era pequena. Devia ter uns quatro anos e estava encantada com aquelas moedas que lhe proviam doces e picolés.
Era só o pai chegar em casa e ela ia rodeando, rodeando pra pedir uma moeda.
__ Oh menina (malvadeza não, é filho demais pra lembrar o nome) cê pensa que eu tenho pé de dinheiro? Tá aqui, toma essas moedas, mas planta e cuida pra ver se para de me pedir dinheiro.
Foi o que fez. Correu até a horta e plantou as moedas com muito cuidado. Regava todo dia. Duas semanas depois as moedas não brotavam e Tuca foi consultar o pai.
__ Pai, estou cuidando direitinho do meu pé de dinheiro, mas ele não nasce!
Seu pai a desiludiu – Dinheiro não dá em árvore minha filha, senão eu teria um monte. Foi só maneira de falar.
Tuca saiu em disparada até a horta e teve sua segunda desilusão. Seu irmão mais velho já havia arrancado sua semente de dinheiro e chupado picolé com ela.
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