Quando a sirene da fábrica apita
Uma multidão se agita
Se apressa em busca de quase-nada.
Durante dias, todo dia,
Na mesma monotonia,
O pobre se cansava e sorria,
Contente por ter onde trabalhar.
Durante dias, por muitos dias
Foi sua moradia,
nem conhece outro lugar.
nem conhece outro lugar.
Sua vida inteira se resume:
num ir e vir,
num ir e vir,
Num horário marcado
num cartão picado
num cartão picado
Num domingo perdido
num feriado cansado.
num feriado cansado.
Hoje a sirene da fábrica apita,
A multidão se agita,
Se apressa em busca de quase-nada.
E lá fora, no outro lado da rua
Ele olha entristecido
O que foi metade da sua vida,
Onde nem mesmo é conhecido
E gasta os últimos tostões de tantos anos
De “escravidão democrática”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário