Vivia dona Anta romântica e sonhadora à espera do seu príncipe
encantado, ou melhor, Anta encantado. Afinal, anta só pode esperar por outra
anta mesmo. Mas tem que ser encantado, senão, não tem graça.
A pobre Dona Anta vivia no mundo da lua, e pensava: “um dia o meu Anta
encantado há de aparecer e aí então eu blá, blá ,bla´.... e serei feliz para
sempre.”
Certo dia
ela foi convidada para uma festa. A romântica se arrumou inteira, deu aquele
brilho no focinho e seguiu para a festa na casa do Senhor Toupeira.
A festa corria animada quando o Senhor Toupeira lhe apresentou um amigo:
-
Dona
Anta, este é meu amigo Antão da Silva.
“Foi amor à primeira vista” - assim pensou a Romântica.
Seu Antão
era cavalheiro, educado e gentil, quase perfeito, pois tinha um problema: era
muito namorador e paquerava todas as Antas bonitas que encontrava.
Marcaram um encontro e Dona Anta ficou toda animada. Agora sim, achei o
meu príncipe, digo, o meu Antão encantado.
Encontraram-se às margens de um lago, lugar ideal para fazerem um
piquenique romântico. Dona Anta estava muito feliz com tanto cavalheirismo e já
fazia planos para o futuro quando, de repente, passou por eles uma linda
Antinha. O paquerador se pôs a olhar e Dona Anta ficou muito enciumada, mas resolveu
perdoar esse pequeno “deslize”. E isso foi apenas o começo, acontecendo muitas
vezes enquanto namoravam.
Mesmo assim, Dona Anta resolveu “fechar os olhos” e casar-se com o Antão
acreditando que ele mudaria com o tempo. Ele nunca mudou.
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