Verde Verso

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sábado, 3 de março de 2012

As Antas

Por Mari Vieira


Vivia dona Anta romântica e sonhadora à espera do seu príncipe encantado, ou melhor, Anta encantado. Afinal, anta só pode esperar por outra anta mesmo. Mas tem que ser encantado, senão, não tem graça.
A pobre Dona Anta vivia no mundo da lua, e pensava: “um dia o meu Anta encantado há de aparecer e aí então eu blá, blá ,bla´.... e serei feliz para sempre.”
Certo dia ela foi convidada para uma festa. A romântica se arrumou inteira, deu aquele brilho no focinho e seguiu para a festa na casa do Senhor Toupeira.
A festa corria animada quando o Senhor Toupeira lhe apresentou um amigo:
-         Dona Anta, este é meu amigo Antão da Silva.
“Foi amor à primeira vista” - assim pensou a Romântica.
Seu Antão era cavalheiro, educado e gentil, quase perfeito, pois tinha um problema: era muito namorador e paquerava todas as Antas bonitas que encontrava.
Marcaram um encontro e Dona Anta ficou toda animada. Agora sim, achei o meu príncipe, digo, o meu Antão encantado.
Encontraram-se às margens de um lago, lugar ideal para fazerem um piquenique romântico. Dona Anta estava muito feliz com tanto cavalheirismo e já fazia planos para o futuro quando, de repente, passou por eles uma linda Antinha. O paquerador se pôs a olhar e Dona Anta ficou muito enciumada, mas resolveu perdoar esse pequeno “deslize”. E isso foi apenas o começo, acontecendo muitas vezes enquanto namoravam.
Mesmo assim, Dona Anta resolveu “fechar os olhos” e casar-se com o Antão acreditando que ele mudaria com o tempo. Ele nunca mudou.

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