Por Mari Vieira
Seus olhos de ervilha
Parece que busco neles algo que é sem nunca ter sido.
Parece que busco neles uma verdade, mas que não tem fundamento.
Vou te seguindo pelas ruas de ilusão, as mesmas esquecidas nos mapas e me alimento de desesperança e de silêncio.
Parece que onde pisas são ruas virtuais que se desfazem como nuvens, e logo chove, mas meu rosto já está molhado...
Já disse-me mil vezes – desista – e quis, deveras, eu quis deixar-te para que se apague, posto que são apenas lembranças, mas tu vives renascendo. Tem um canto em mim de terra fértil e já criaste raízes.
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